De carro no Parque Nacional Cotopaxi

Gostou? Compartilhe

De carro no Parque Nacional Cotopaxi

Data: 04.02.2017 e 05.02.2017

Desta vez retornamos pela estrada principal, também bonita e de qualidade excelente. Por isso não demoramos mais de 2hs, para percorremos os 144kmque separam a laguna do Parque Nacional Cotopaxi. Essa atração fica apenas 70 km de Quito, muito próximo da rodovia que liga o sul do país à Quito, sendo um dos parques mais acessíveis que conhecemos.

E da rodovia já é possível avistar o vulcão Cotopaxi, que até agora era o com o formato mais parecido dos vulcões que vemos em fotografias e filmes, em formato de cone, imponente e desafiador. A 1º vez que passamos por essa rodovia, quando seguimos para Quito, já tínhamos tido uma previa de sua beleza. Agora, chegaríamos aos seus pés, muito próximo, assim como foi no Chimborazo.

Chegamos por volta das 16hs na portaria do parque, fizemos nosso cadastro, por norma o Sancho foi revistado, já que é proibido entrar com equipamento de caça e também com bebida alcoólica, e ingressamos sentido a zona de camping, para depois subir até o 1º refúgio próximo do vulcão. Ah, a entrada é gratuita, não paga nada e ainda tem área de camping com banheiro disponível para acampar.

O parque Nacional Cotopaxi foi criado em 1975, mas teve diversas normas criadas em 1996, como manejo, preservação flora e fauna. Possui uma estrutura bastante completa para o turista, com informações, museus, restaurante e banheiros. A estrada é boa, até quando chega nos últimos 02km para chegar ao pé do vulcão, onde a estrada se torna mais precária e a altitude acima de 4.000mts faz o motor do carro sentir. Principalmente os motores brasileiros.

Mas foi tudo bastante tranquilo, entramos no parque, conhecemos a zona de camping, e seguimos ao topo, pois caso fosse possível, acamparíamos lá em cima, mas já tínhamos lido e nos informado que o frio é muito forte, então a alternativa seria descer. E como nunca sabemos o dia de amanhã, mesmo próximo do fim da tarde, preferimos já conhecer o vulcão de perto, pois se gostássemos muito poderíamos repetir a dose no dia seguinte. E assim seguimos, subindo aquela carretera, devagarzinho e sempre contornando o Cotopaxi, fomos rezando para desta vez o tempo se abrir e o todo poderoso aparecer por completo para nós.

No alto o frio era imenso, e caía uma pequena névoa e adivinhem, o tempo estava todo fechado que não conseguíamos ver nem o início do vulcão. Ficamos um bom tempo, observando, vendo todo o movimento de pessoas, com a esperança que o vento soprasse aquelas névoas sobre a montanha. Mas não foi e assim descemos para armar acampamento e observá-lo lá debaixo, que para fotografia, é muito mais bonito.

A área de camping é muito gostosa, com diversas árvores fazendo como uma parede para proteger do vento, pois apesar de dizerem na portaria que não ventava tanto, a noite a ventania caprichou. Conseguimos para o Sancho de frente ao vulcão, em uma área protegida, armamos a barraca e curtimos muito aquele fim de tarde naquele cenário maravilhoso. Sem dúvida, se o Cotopaxi aparecesse, seria um dos visuais mais lindos da viagem. Mas a época não estava para vulcões, e assim como nos demais, nada avistamos, mas deixamos nossa imaginação criar e deslumbrar. Mesmo assim o local é muito, mas muito agradável. E ainda conhecemos um casal de alemães que estavam ao lado e mais à noite o Cirillo e seu irmão também chegaram.

No dia seguinte, acordamos, conversamos bastante com nossos amigos brasileiros, tomamos café da manhã, e aguardamos, aguardamos, aguardamos e nada. O Cotopaxi estava mais fechado do que nunca. Ficamos por ali, passeamos pela estrada, tiramos algumas fotos e seguimos viagem. Apesar dessa frustação de não o ver como queríamos, é um lugar que para Overlander e para quem gosta de trekking, natureza, acampar, é imprescindível conhecer. Lindo, valeu cada minuto que estivemos lá. E agora era seguir para nosso ponto final no Equador, visitando o monumento Metad del Mundo e depois conhecer Otavalo e Ibarra e seguir para Colômbia.

  • Distância percorrida: 144 km (Laguna Quilotoa – P. N. Cotopaxi)
  • Estrada em boas condições, sem pedágio.
  • Onde acampamos: em uma zona de camping dentro do parque, só se informar na portaria que te indicam onde é. Vale muito a pena, se gostar do frio dá para estender algumas boas noites.
  • Entrada gratuita e camping free
  • Locais recomendados: Subir até os pés do vulcão e andar sobre o gelo o máximo que aguentar.
Gostou? Compartilhe

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado