O que conhecer em Quito

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O que conhecer em Quito

Data: 30.01.2017 a 03.02.2017

De Baños, nossas próximas paradas seriam o Parque Nacional Cotopaxi e a Laguna Quilotoa, para depois irmos à Quito. Porém o Sancho precisava de uma revisão, pois a correia do ar condicionado tinha arrebentado e o barulho na turbina persistia. E como em Quito tem um especialista em Land Rover, e essas duas atrações citadas eram próximas à Quito, resolvemos inverter e assim conhecer a capital do Equador, deixar o Sancho bem e depois voltaríamos para esse circuito.

E assim seguimos, percorrendo 222km até chegarmos na cidade. O ponto positivo também, é que o camping que pesquisamos, estava justamente em uma área badalada e central de Quito, o que nos proporciona maior flexibilidade e liberdade para conhecermos a cidade sem depender de carro, pois em cidades grandes, dirigir sempre é a última opção…rsrs.

Saímos cedo de Baños, pois nossa ideia era chegar direto na oficina mecânica e tentar tudo ajeitado par não termos que armar barraca e depois desarmar para levar o Sancho para revisão. Queríamos já fazer tudo no dia e depois estacionar e curtir nossa 4º capital de um país sul-americano.

E assim ocorreu. Chegamos em Quito próximo das 13hs e no mecânico pelas 14hs. Talleres Faconza, um lugar bem recomendado, grande e o principal, conhecia o nosso carro, com isso saberia o que precisaríamos, pelo menos é o que achávamos. Mas todo o atendimento e serviço foi abaixo do que esperávamos e ainda percebemos que foi ainda pior, quando tivemos que, novamente fazer uma revisão em Cali, na Colômbia. Os serviços que realizamos foram a troca da correia do ar condicionado, apenas coloca-la, já que tínhamos uma correia reserva, troca do filtro de ar e combustível, graxa nas …, fluído da direção hidráulica, que estava baixo e verificar qualquer problema ou necessidade. O atendimento foi rápido, e enquanto realizavam alguns serviços no Sancho, aproveitamos e fomos almoçar em um restaurante em frente. Ao retornar, a Carol ficou na recepção baixando as fotos da câmera no computar e usando o wi-fi do estabelecimento e o Glauco foi verificar o trabalho e aprender um pouco. O que nos deixou chateado, é que não foi dada uma atenção especial, pois só tivemos os serviços concluídos, depois que o Glauco notou que não tinham feito algumas solicitações, assim como a troca do filtro de combustível e o preenchimento do fluído da direção hidráulica, que se não tivéssemos visto, ficariam sem a manutenção necessária. E quanto ao barulho da turbina, o diagnóstico foi a qualidade ruim do diesel no Equador, que depois normalizaria. No geral, o Sancho estava muito bem, podíamos seguir viagem. Enfim, situações que acontecem em qualquer país do mundo…rs.

Saímos do mecânico quase no início da noite e seguimos em direção ao Hostel Zentrum, um hostel de um alemão, que aceitava overlanders que queriam dormir dentro do carro. E como dissemos, em uma localização privilegiada, o que nas capitais, são de suma importância. Chegamos, fomos atendidos, nos instalamos e nos arrumamos para dormirmos e no dia seguinte começar a desbravar Quito. Só não contávamos com um pequeno curto circuito em nossa instalação elétrica e um princípio de incêndio já de noite, quando um dos acendedores 12V da parte de trás, em curto queimou toda essa instalação. Foi um susto, mas como as ligações são independentes, conseguimos desligar o terminal referente aos acendedores e bloquear qualquer risco à nossa casa. Enfim, tudo seguro, hora de descansar, pois no dia seguinte esse seria o trabalho prioritário, refazer essa parte elétrica e identificar qualquer risco futuro.

Acordamos no dia seguinte, verificamos toda a parte elétrica, e como estava tudo sob controle, resolvemos ir passear pelo centro histórico e também pelo bairro Mariscal, considerado o mais boêmio da cidade. Que aliás, era na rua de trás do camping.

Fomos caminhando até o centro, e nossas visitas turísticas começaram no Museu Militar, que por coincidência, estava recebendo uma exposição sobre a história do Peru. De lá caminhamos até a Basílica del Voto Nacional, onde apreciamos a imensa igreja, antes de chegarmos na Plaza da Independência, com sua história, preservação e seus imponentes prédios ao redor, a catedral, o palácio presidencial e a prefeitura. Um centro como tantos outros que visitamos e que temos em nosso país, mas com sua beleza e história peculiar, e preservação e jardinagem que faltam em muitos centros históricos mundo afora.

Realmente bastante bonito, nos lembrou muito o centro de Lima, no Peru. Ficamos algum tempo por aqui, tempo suficiente para a Carol engraxar sua bota à moda antiga, sentada na cadeira e com engraxate realizando um lindo trabalho.

Ao lado da praça, fomos visitar uma loja que vende chocolates equatorianos, 100% cacau, muito característico nessa região. A loja foi a Chocolates Pacari, e experimentamos algumas variedades de chocolate, além de tomar um irresistível chocolate quente. Daqui continuamos caminhando e conhecendo alguns pontos turístico, até que resolvemos voltar em direção ao camping e ao bairro de Mariscal, lugar escolhido para nosso almoço.

O bairro Mariscal está repleto de restaurantes, bares, pizzarias, casas de câmbio e tudo que o turista precisa para se ambientar com Quito. Aqui é possível ver o dia a dia dos quiteños, suas saídas do trabalho e parada para happy-hour e também a vida turística da região. Ficamos um pouco, almoçamos no Restaurante grego Suvlaki, muito bom por sinal e retornamos ao camping. Daqui pra frente, foi cuidar das instalações elétricas do Sancho, indo a uma loja de material de construção, comprando os itens e remontando nosso amigo. Hora de descansar, dormir e encarar o dia seguinte nessa capital curiosa.

Nossa programação no 3º dia de Quito foi subir no teleférico e apreciar a vista lá do alto, já que você sai de 2.900 m.sn.m e após descer do teleférico você está à 4.050 m.s.n.m.. Aqui você tem a oportunidade de fazer uma trilha em direção ao pico do vulcão Pichincha, o que leva em torno de 05hrs ida e volta. Percorremos cerca de 02 horas mas voltamos, pois como não sabíamos, não fomos preparados com lanches e água suficiente para uma caminhada desta, pois acimam de 4.000mt, precisa de preparo, não tem jeito. Enfim, apesar de considerarmos um passeio caro, US$ 8,50 por pessoa, vale a visita. Um lugar bastante bonito e calmo e uma cidade tão agitada como Quito.

Ao retornarmos do teleférico, passamos no camping, deixamos a câmera fotográfica e continuamos nosso passeio sentido Parque La Carolina, um parque com um verde e paisagens muito bem cuidada, em meio à uma capital de 1,6 milhões de habitantes. Como se fosse nosso parque do Ibirapuera, em proporções menores, porém mais conservado e com estruturas mais novas. Vale a pena conhecer, e deitar sobre a grama e tirar uma soneca após um almoço, assim como aconteceu conosco. De frente para o parque, está o Shopping Jardin, com toda estrutura necessária, caso você precise de algo, como um bom supermercado, o Supermaxi. Isso era dia 1º de fevereiro, e o dia seguinte seria o último em Quito, onde resolvemos descansar, arrumar nossa casa para partir no dia seguinte. E nossa despedida dessa capital gostosa, foi tomando uma Pilsener no camping acompanhado de mandioca frita. Eh saudade que estávamos de mandioca!!!!

Dia seguinte, partiu Laguna Quilotoa, e sua beleza que nos surpreendeu.

  • Distância percorrida: 222 km (Baños – Quito)
  • Estrada em excelentes condições, com 02 pedágio (US$ 1,00 – R$ 3,36 cada).
  • Onde acampamos: Hostel Zentrum (US$ 14,00 / R$ 47,04).
  • Locais recomendados: Centro Histórico, Av.Amazonas no bairro Mariscal, Teleférico e trilha para vulcão Pichincha (US$ 8,50 / R$ 28,56 pp.), Pq. La Carolina.
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