Noite incrível na Laguna Quilotoa

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Noite incrível na Laguna Quilotoa

Data: 03.02.2017 e 04.02.2017

Saímos pela manhã de Quito e partimos para duas atrações bastante próximas da capital, que caso prefira dá até para fazer em um dia, retornando à Quito caso esteja hospedado por lá. Como nosso caso não temos esse problema, partimos sem cronograma. 1º parada seria a Laguna Quilotoa e a 2º o parque Nacional Cotopaxi.

A rodovia que leva à entrada da estrada para Quilotoa é excelente e resolvemos pegar a 1º saída que dá acesso à laguna. Bobeamos, pois a estrada principal é toda asfaltada e essa que percorremos um pouco pior, muito bonita, porém com diversas curvas o que nos custou 03 horas de estrada para 50 km. Não estávamos com pressa, já que tínhamos um tempo até chegarmos no local. Fomos curtindo a estrada, passando por alguns pueblos, alguns trechos com a pista em reforma, mas o passeio foi gostoso.

Como dissemos no post anterior, essa atração deveria ter sido feita antes de Quito, mas como precisávamos fazer a revisão no Sancho mudamos o percurso. E não atrapalhou, até o contrário, pois fomos mais despreocupados e ainda testaríamos nosso amigo para caso precisasse, estávamos perto para retornar à oficina.

Quilotoa é uma laguna que se formou dentro do vulcão de mesmo nome, devido um colapso e uma erupção cerca de 800 anos atrás. Desde então, a laguna se formou com 250 metros de profundidade e depósitos de minerais que deram uma cor de verde-turquesa à águada laguna. Desde então, esse vulcão está inativo e consequentemente uma das atrações naturais mais lindas da América do Sul.

Ao chegar no local de carro, você paga um ingresso para ingressar na pequena vila que rodea a laguna, com opções de restaurantes, mercearias, hospedagens e compra de artesanato. É uma vila bastante bonita, muito arrumada e que te convida a ficar pelo menos uma noite por alí. E foi isso que fizemos. Estacionamos o Sancho em local tranquilo para dormirmos e fomos passear antes do sol se pôr.

Estacionamos cerca de 200mt da entrada da laguna, e caminhamos ao seu encontro. Eram por volta das 17hs, e quando subimos no 1º mirante e avistamos aquela paisagem, ficamos deslumbrados. Uma beleza além de diferente, única, exclusiva. Durante toda nossa viagem, avistamos muitas lagunas, e às vezes já perdia a graça devido tanta beleza que vimos por esse continente. Mas aqui não teve dessa, ficamos boquiabertos, impressionados e paralisados com aquele cenário até a noite chegar e não conseguir mais avistá-la, pois como está dentro de uma cratera, à noite só se vê uma escuridão.

Mais uma vez especial, lindo. Até agora, o lugar que mais nos impressionou no Equador. Voltamos para o Sancho, fizemos uma sopa, e dormimos. Não abrimos a barraca, dormimos dentro do carro mesmo, pois a noite aqui é bastante fria. Foi uma noite especial, com todo aquele cenário e ainda uma sensação de paz em meio aquele vilarejo tão peculiar.

Acordamos e resolvemos tomar o café da manhã em um hostel, para ganharmos tempo, fazer a trilha até a parte baixa da laguna e depois seguir viagem para P.N. Cotopaxi. Já tínhamos preparado um lanche na noite anterior para a trilha, colocamos na mochila e seguimos para o tomarmos nosso café.

Assim que terminamos, o Glauco resolveu retornar ao carro para pegar luvas e gorros de frio, pois estava muuuito frio. E esse retorno foi muito bom, pois quabdo chegou no Sancho, tinha acabado de estacionar ao nosso lado uma caminhonete com uma camper com placa do Brasil. Mais precisamente do RS. E dessa caminhonete desse o Cirillo e seu irmão, que estavam percorrendo juntos uma parte da América do Sul. O Cirillo saiu do Brasil com destino ao Alasca, e no meio do caminho seu irmão o encontrou para curtir suas férias. Muito bacana, isso porque antes o seu pai o acompanhou, mas teve que retornar ao Brasil e depois de deixaria o irmão no aeroporto de Quito e seguiria para Cartagena, encontrar sua esposa. Bacana né?

Bem, voltando para a laguna, resolvemos descer e apreciar aquela beleza demais perto. O visual da laguna é espetacular visto de cima, então caso não tenha fôlego para descer, curta do alto mesmo, pois é o que vale a pena. A trilha vale para quem gosta de caminhar, pois a subida é bastante puxada, já que está numa altitude de 3.900 m.s.n.m. Para quem tiver dinheiro, pode andar de caiaque dentro da laguna, e sentir a imensidão da cratera ainda mais próximo. Essa deu vontade, ainda mais ao ver as fotos do caiaque perdido em meio àquela beleza toda. Mas resolvemos apreciar, descansar e comer um lanche, para encarar a volta para o Sancho. A trilha apesar de curta, pode reservar uns 40min para descer e 1h30min para subir. Tem a opção de subir de mula, mas o custo é de US$ 10,00.

Mais um lugar que nos impressionou no Equador. Próximo de Quito, sendo opção para qualquer um ir visita-la. Não deixe de ir. E de cá, fomos direto para o P.N. Cotopaxi e nos encontrar com o vulcão de mesmo nome.

  • Distância percorrida: 172 km (Quito – Laguna Quilotoa)
  • Estrada em boas condições, com 01 pedágio (US$ 1,00 – R$ 3,36).
  • Onde acampamos: no estacionamento central da vila de Quilotoa – free. Banheiros disponíveis na loja de artesanato até 18hs, ao valor de US$ 0,50. Após esse horário, recorrer aos restaurantes e hostels ao redor.
  • Entrada na Vila de Quilotoa: US$ 1,50 p.p.
  • Locais recomendados: Sentar e apreciar a beleza da laguna. A vista de cima é mais bonita, mas a trilha até a laguna também é bacana.
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