Chimborazo, a montanha mais alta do mundo

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Chimborazo, a montanha mais alta do mundo

Data: 25.01.2017 e 26.01.2017

Saímos de Cuenca por volta das 11hs, como destino a cidade de Riobamba, mais precisamente o vulcão Chimborazo, dentro do parque de mesmo nome.

Um dos pontos positivos do Equador é que por ele ser pequeno, sempre uma locomoção entre cidades não passa de seus 300 km, e nesse caso percorreríamos exatos 300 km até chegar no parque.

A estrada durante o trajeto foi muito tranquila e bonita, com muito verde, áreas de plantações, com uma natureza muito gostosa de se admirar. Porém em alguns trechos, existem as famosas partes nebulosas, onde devido sua altura, a neblina é tão forte que você não enxerga um palmo a sua frente. É sério, apesar de comum, é um local para dobrar a atenção e ir muito devagar. Passando esse trecho, tudo vai tranquilo.

Mesmo antes de chegar a cidade de Riobamba, você pega um acesso sentido ao vulcão, e dirigi mais alguns quilômetros (40km aproximadamente) até chegar no parque. Importante ressaltar que a entrada ao parque só é permitida até 16hs, onde você tem a opção de acampar tanto na entrada, como no 1º refúgio, com estrutura de banheiro se precisar.

Mas chegamos às 16:30, com isso acampamos em um pueblo à 8km do Chimborazo, local conhecido como Casa Condor. Um local bem tranquilo, com plantações e criação de gado e ovelhas ao redor, e uma vista maravilhosa do imponente vulcão Chimborazo.

Fomos recebidos por um casal que tomavam conta do local, nos deixou acampar e disponibilizou o banheiro com ducha e tudo mais caso precisássemos. É uma estrutura muito arrumada, limpa, se percebe que aos poucos todo o entorno do parque vai ganhando estrutura turística para explorar a visita a esse magnífico vulcão.
Arrumamos nossa barraca e fomos dar uma volta pela estrada ao lado, para ver um cânion que tinha ali próximo, com uma pequena cachoeira. Além de aproveitar para contemplar o vulcão, pois como nessa época chove muito, não sabemos quando o tempo estará novamente aberto.

Aqui a temperatura é mais baixa, à noite beirando próximo de 0ºC e numa altitude de 3900msnm. Então já no anoitecer, preparamos uma nutritiva e deliciosa sopa, uma daquelas que fazemos e congelamos para estes momentos, nos esquentamos e subimos para dormir.

E a noite passou, mas com muito frio e vento, a Carol não conseguiu dormir direito. O Glauco também acordou bastante, e a cada dia no frio, concluímos que realmente gostamos do calor…rsrs!! Como não conseguíamos curtir a noite, pulamos cedo da cama, por volta das 06hs, e já fomos nos preparar para entrar no parque, que abriria às 08hs.  Fecha barraca, prepara o café, lava as louças e tudo pronto. Vamos ao que interessa, chegar aos pés dessa montanha maravilhosa.

O caminho até o parque avistamos algumas vicuñas, aquele animal muito comum nesse tipo de clima, que avistamos muito no Chile e Bolívia. Deu para matar a saudade!! E depois de 20 minutos ingressamos no parque.
Estacionamos, fomos até a recepção e nos cadastramos. Apenas isso, o acesso ao parque é gratuito e caso você queira acampar, existem as duas opções que citamos acima, com banheiro, mas também com muito frio. Então segue a dica, vale a pena para que não se incomoda com o frio abaixo de 0ºC e está adaptado a altitude, que na portaria do parque é de 4350 msnm e no 1º refúgio de 4850msnm.

Nossa ideia inicial era acampar uma noite, mas como não tivemos uma boa noite, vamos passar o dia e depois seguir viagem para Baños, numa altitude mais agradável que aqui. A altitude realmente chacoalhou a Carol!!

Recebemos as instruções até onde poderíamos chegar com o Sancho e como fazer. É bem tranquilo, da entrada principal se dirige 8km até o refúgio 1, onde você estaciona o carro e de lá pode fazer uma caminha de 40min até o refúgio 2, e depois mais 10min caminhando até uma pequena laguna e que indica o fim da trilha para quem não vai escalar. Esse ponto você chega aos incríveis 5.100 msnm.

Entramos no Sancho e fomos até o 1º refúgio, onde ainda estava vazio devido o horário, já que um pouco mais tarde chegam várias excursões. Esses refúgios servem de base para os alpinistas e pessoas que fazem trilhas por todo o entorno. Essas trilhas e escaladas são feitos durante a madrugada, com chegada ao refúgio pela manhã, pois nesse horário é mais fácil de caminhar no gelo, que ainda está seco e não tão escorregadio como quando o sol começa a aparecer.

O dia não estava bonito para fotos, pois o sol não saiu e o vulcão permaneceu escondido atrás da neblina forte que tem no local. Mas estava lindo para uma caminhada numa temperatura de 3ºC no refúgio 2 e já chegando no fim da trilha, a temperatura junto com o vento já estava abaixo de 0º e com uma ligeira neve caindo sobre nós.

A Carol preferiu ficar no Sancho enquanto o Glauco fazia a pequena trilha, que não demorou mais de 02 horas para ir e voltar. Foi muito bacana, mesmo não tendo preparo, e a altitude tirando seu ar, é só ir com calma que você curte muito todo o visual, o andar na neve e principalmente o sentimento de estar aos pés do topo mais alto do mundo, com 6.384,4 km; já que quando considerado a distância do centro da Terra em relação ao seu topo o Everest chega a 6.382,6km., e não em relação ao nível do mar, que nessa medida o Everest ultrapassa 8.000km.

Já o vulcão Chimborazo teve sua última erupção há 10mil anos atrás e hoje é considerado inativo pelos especialistas. Gigante, lindo e desafiador!! Um passeio que vale sua visita no Equador!!!

  • Distância percorrida: 300 km (Cuenca – Chimborazo)
  • Estrada em boas condições, sem pedágio.
  • Onde acampamos: Camping Casa Condor (US$ 5,00 / R$ 5,00 16,80), 8 km antes da entrada do Parque Chimborazo.
  • Locais recomendados: fazer a trilha até o lago após 2º refúgio.
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